Cachoeira, Cavendish e Assad viram réus na Operação Saqueador


Alvos da Operação Saqueador, deflagrada ontem pela Polícia Federal, o empresário Fernando Cavendish, o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o lobista Adir Assad viraram réus e serão julgados sob as acusações de formação de quadrilha e lavagem de 370 milhões de reais desviados de contratos da empreiteira Delta com o poder público. Além de Cavendish, Cachoeira e Assad, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, aceitou as denúncias contra outros 20 acusados de participação no esquema de corrupção.

Ao contrário de outros quatro denunciados que tinham mandados de prisão preventiva, no entanto, Fernando Cavendish não foi preso ontem. Os agentes da Polícia Federal buscaram pelo empresário em sua casa, no Leblon, Zona Sul do Rio, para cumprir o mandado de prisão preventiva, mas não o encontraram. Cavendish está no exterior.

Segundo os investigadores da Saqueador, os desvios milionários, identificados na denúncia do MP como "crimes antecedentes" ao de lavagem de dinheiro, se deram em quatro contratos da Delta, que pertencia a Fernando Cavendish: dois contratos firmados com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em 2010, o contrato para construção do complexo aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, em 2006, e em um contrato para despoluição de praias no município de Iguaba Grande (RJ), em 1999.


Uma perícia na contabilidade da construtora mostra que 96% do seu faturamento entre 2007 e 2012, o equivalente a 11 bilhões de reais, eram oriundos de obras públicas, inclusive do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Leandro Mitidieri, o procurador responsável pela denúncia do MPF, classificou ontem como "sofisticado" o esquema de lavagem de dinheiro, que envolvia 18 empresas de fachada para destinar dinheiro a políticos a agentes públicos, e, de acordo com Mitidieri, era "capitaneado" por Carlinhos Cachoeira. Leia mais>>>

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