Temer deve definir nesta terça-feira com ministros meta fiscal para 2017


Do G1 de Brasilia l AF Política l Foto: divulgação

O presidente da República em exercício, Michel Temer, pretende definir nesta terça-feira (5) junto com a equipe econômica a proposta de meta fiscal para 2017, informaram auxiliares do peemedebista nesta segunda (4).

Segundo integrantes do governo, a avaliação no Palácio do Planalto é que, se forem mantidos, por exemplo, os R$ 170,5 bilhões de déficit previstos para este ano, isso já mostraria uma "estabilização" do rombo fiscal.

"Em 2015 foram R$ 115 bilhões de déficit. Depois [neste ano, são estimados] R$ 170 bilhões. Se em 2017 for os mesmos R$ 170 bilhões, isso é bom ou ruim? [...] [O déficit das contas públicas] vem vindo em um crescimento exponencial. Se a gente conseguir estabilizar [em 2017], já será uma grande vitória. Agora, é claro que a pretensão de todo o grupo é [o rombo] ser menor", declarou nesta segunda-feira um dos conselheiros políticos mais próximos do presidente em exercício, sob a condição de anonimato.

Embora ainda não haja confirmação oficial, a expectativa entre auxiliares de Temer é que o presidente em exercício convoque o recém-criado Núcleo Econômico do governo nesta terça, do qual participam, entre outros ministros, Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (interino do Planejamento).

No mês passado, Dyogo Oliveira já havia dito que o governo enviaria ao Congresso Nacional um projeto revisando a meta fiscal para o ano que vem – conforme a projeção inicial, enviada em abril ainda no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, a meta fiscal no ano que vem será zero.

O chefe interino do Planejamento disse também que a revisão trará uma meta negativa, embora, à época, ele não tenha dito o montante. Dyogo Oliveira declarou ainda que o novo projeto não irá prever previsões de abatimentos.

Nova meta para 2016

Até maio deste ano, o Executivo vinha trabalhando com uma previsão de déficit de R$ 96,6 bilhões nas contas públicas.

Com o afastamento da presidente Dilma Rousseff em razão do processo de impeachment, a nova equipe econômica, que assumiu o governo com Temer, apresentou uma nova estimativa, de R$ 170,5 bilhões, aprovada pelo Congresso Nacional.

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